Este vídeo é muito interessante, pois mostra a realidade japonesa no cuidado com o lixo. Serve de exemplo para todo o mundo porque prova que com simples hábitos é possível construir um mundo com perspectivas de um futuro melhor!!! Vale muito a pena assistir!!!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Consequências de uma boa educação
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Só 15% da água usada no Brasil é tratada, afirma especialista
Bairro Estrutural, a 10 km do centro de Brasília, carece de coleta de esgoto/Foto: Valter Campanato/ABr
Da água usada no Brasil, apenas 15% conta com tratamento para a eliminação de impurezas, segundo o pesquisador Carlos Eduardo Morelli Tucci, referência mundial na pesquisa científica sobre recursos hídricos. Engenheiro civil por formação, o especialista é professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Segundo Tucci, que tem entrevistado gestores e especialistas a respeito do tema, a falta de tratamento é o que mais afeta a disponibilidade hídrica, pois o esgoto contamina os próprios mananciais de abastecimento de água. "Esse é um problema de governo. Afinal, água sem tratamento que volta para os rios traduz-se em doenças, principalmente quando ocorrem enchentes", observou o pesquisador em entrevista àAgência Brasil.
De acordo com o especialista, autor de quase 500 artigos científicos publicados, é preciso estabelecer um plano estratégico para o tratamento de esgoto que defina o que vai ser feito. "Vou pegar as cidades menores; vou pegar as cidades maiores; onde eu vou incentivar as empresas para fazer tratamento de esgoto? Elas já cobram pelo esgoto na hora que coletam, então para que vão fazer tratamento?", questionou, ao lembrar que as empresas "cobram tudo que precisam cobrar de esgoto só por coletar, sem tratar".
Tem que haver uma busca de solução integrada: tirar o lixo, tirar o esgoto, amortecer o escoamento e fazer com que a água melhore de qualidade. Junto ainda, tem o tráfego e a urbanização. A gestão urbana é a grande questão brasileira. Oitenta e oito por cento da população brasileira é urbana e está ocupando 0,3% a 0,4% da superfície do país, Carlos Eduardo Morelli Tucci
O pesquisador também criticou a questão institucional relacionada ao problema. "As empresas abastecedoras não são eficientes. Isso tem a ver com o fato de serem monopólios. O preço da água é subsidiado porque o Estado paga para a empresa mesmo que ela esteja funcionando mal. Ou então a empresa pode corrigir o preço da água como ela quiser. Ela não tem metas de eficiência. Este é o ponto fundamental, em que você poderia fazer reduzir perda", acrescentou.
Na concepção de Tucci, existem “n” possibilidades de aumentar a eficiência do sistema, mas de nada adianta melhorar a eficácia nas residências, se a rede está perdendo grande quantidade de água. "O reuso é interessante, mas o reuso tem que ter alguns cuidados básicos, não pode reutilizar toda a água, por que ela é contaminada", ressaltou.
Para o pesquisador, o Brasil possui tecnologia e mão-de-obra qualificada para equacionar o problema, mas fatores como a burocracia e a dificuldade de aplicar o conhecimento teórico na prática são entraves. "Houve um investimento significativo na formação de pessoal no exterior, o que, evidentemente, não quer dizer que tudo isso chegou à parte prática. Esse é um dos grandes desafios da ciência e da tecnologia: fazer com que o conhecimento adquirido se torne não um bem pessoal, mas um conhecimento adquirido para a sociedade. Também vivemos em uma burocracia insana", concluiu.
Em julho, ele receberá o International Hydrology Prize 2011, por sua contribuição à ciência e à prática de hidrologia. O prêmio é outorgado anualmente pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e a Associação Internacional de Ciências Hidrológicas (IAHS). A premiação será entregue em Melbourne, na Austrália.
Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br
Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br
sábado, 16 de abril de 2011
´Grande Encontro Parintins´ lança manifesto para proteger a floresta amazônica
Evento reúne comunidades extrativistas, agricultores, cientistas e ambientalistas. Ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, esteve presente.
Programação reúne vários representantes que defenderam um código florestal que proteja o meio ambiente (Jonas Santos)
Programação reúne vários representantes que defenderam um código florestal que proteja o meio ambiente (Jonas Santos)
Comunidades extrativistas, agricultores familiares, cientistas, ambientalistas e demais agremiações, que participam do “Grande Encontro Parintins”, entregaram nesta tarde à ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, o manifesto por um Código Florestal que proteja as florestas brasileiras, denominado de “ Grito da Floresta”. O documento foi entregue pelo presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Rubens Gomes. O evento, que foi aberto nesta sexta-feira (15) acontece até neste sábado no auditório dom Arcangelo Cerqua, em Parintins (a 368, 80 quilômetros de Manaus).
A abertura do encontro contou ainda com a presença do prefeito Bi Garcia(PSDB), senador João Pedro Gonçalves (PT), e Nádia Ferreira, Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).
Dentre as propostas do “pacto” celebrado pelos participantes estão tratamento diferenciado para a agricultura familiar, desmatamento zero em todos os biomas brasileiros, manutenção dos atuais índices de reserva legal e Área de Preservação Permanente (APP), recuperação de todo o passivo ambiental,
não aceitar anistia aos desmatadores, garantia de políticas públicas consistentes e assistência técnica qualificada.
No encontro, representantes de entidades ligadas ao extrativismo disseram à ministra que querem condições para manejar legalmente a floresta.
A ministra adiantou que todos os itens da pauta estão inseridos na proposta do Governo que será encaminhado ao Congresso.
Izabela assumiu o compromisso de proteger e conservar as florestas, reduzir o desmatamento incentivando a sustentabilidade e de trabalhar para reduzir a pobreza entre aqueles que moram e sobrevivem do meio ambiente.
“Irei conversar com os governadores e com todas as bancadas no Congresso Nacional para que a proposta de consenso do Governo será aprovada”, afirmou.
Para o pesquisador do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Paulo Amaral, a política florestal do país concentra-se nos grandes empreendimentos madeireiros. “Para as comunidades, restam os obstáculos”, disse.
Levantamento realizado pelo Instituto de Educação do Brasil (IEB) e pelo Instituto do Meio Ambiente e do Homem da Amazônia (Imazon) revelou que entre as principais dificuldades para implementação de planos de manejo pelas comunidades estão à fragilidade nos processos de licenciamento do manejo florestal, a indefinição fundiária e a falta de assessoria técnica qualificada e adaptada à atividade.
Na opinião do senador João Pedro (PT-AM), é preciso elaborar uma política de Estado em matéria ambiental na qual predomine a visão científica e não a política.
Ele disse que o código em vigor elaborado na década de 30, apresenta restrições quanto ao desmatamento que foram importantes.
“É necessário estabelecer princípios para que haja produção agropecuária com preservação ambiental”, disse o senador.
O projeto de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B), com o apoio da bancada ruralista, foi aprovado na Comissão de Agricultura e Meio Ambiente. E agora deverá ir à votação no plenário da Câmara.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Brasileiros desenvolvem bioplástico a partir de um método inédito com frutas
Pesquisadores brasileiros desenvolveram plástico a partir da extração de nanocelulose obtida de frutas como a banana/Foto:Fernando Stankuns
Pesquisadores brasileiros da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram um novo plástico a partir da extração da nanocelulose obtida de frutas e vegetais como a banana, o abacaxi e a casaca de coco.Esta inovação pode ser mais resistente, leve e limpa do que os materiais produzidos hoje no mercado e, segundo o engenheiro agrônomo Alcides Leão, o plástico retirado destas nanofibras pode ter muitas utilidades, inclusive na substituição dos materiais convencionais.
Processo de obtenção
As nanoceluloses obtidas dos vegetais e frutas são fibras muito menores do que a celulose, extraída principalmente da madeira. Ela já foi extraída anteriormente por outros processos, inclusive através do lodo de empresas de celulose e papel.
No processo dos pesquisadores da Unesp, folhas e caules de abacaxi e demais plantas vão para um equipamento que se parece com uma panela de pressão. Nela acontece o “cozimento” em vários ciclos e o produto final retirado é um material fino, parecido com o talco. As nanofibras são tão pequenas que apenas 50 mil delas poderia cobrir o diâmetro de um fio de cabelo humano.
Benefícios sustentáveis
Os resultados da pesquisa dos cientistas paulistas, apresentados na 241ª Reunião Nacional da American Society, na Califórnia, mostraram as vantagens que o bioplástico poderá trazer para a população mundial.
Na indústria automobilística, o aumento de segurança e a diminuição do peso do veículo serão os principais benefícios do novo plástico. O acréscimo na proteção se dará porque os plásticos com as nanofibras de frutas incorporadas têm maior resistência a danos motivados pelo calor e por derramamento de líquidos como a gasolina, de acordo com Alcides Leão.
Além disso, as reduções no peso provocadas pelos bioplásticos vão influir diretamente na economia de combustível dos carros.
Leão frisou também as melhorias no quesito sustentabilidade do material. "Esse processo é de baixo impacto ambiental. Mas o mais importante é que fazemos isso a partir de resíduos antes dispostos no ambiente, seja em aterros ou seja em processos de queima ou compostagem", declarou o pesquisador, apontando que a fonte para o plástico é totalmente renovável e abundante, já que para cada 1 kg de nanocelulose poderão ser produzidos 100 kg de plástico.
Testes na área de veterinária e de biomedicina também estão sendo produzidos. A razão principal disto é que o material poderá reforçar alguns instrumentos como os curativos, próteses, implantes, pinos dentários e meniscos.
"Também pode ser utilizado pela indústria aeronáutica e na reposição de plásticos em geral", acrescentou o cientista, que revelou que os custos para a fabricação do material ainda estão incertos.
As informações são do Terra.
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terça-feira, 5 de abril de 2011
Kátia Abreu diz que novo Código Florestal não incentivará desmatamento
A presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Kátia Abreu (DEM-GO) afirmou há pouco, durante passeata de agricultores em Brasília, que o novo Código Florestal Brasileiro não incentivará o desmatamento. Ela defendeu a aprovação do substituto do deputado Aldo Rebelo (PcdoB-SP) como forma de legalizar a produção de alimento no país. “Os mais de 24 mil agricultores vieram aqui para demonstrar o desespero de acada um. Deles, 99% estão com sua produção de alimento na ilegalidade.”
“Não estamos pedindo nada a ninguém. As área de produção no Brasil já são suficientes para aumentar a produção de alimentos em três vezes, e a pecuária, em quatro vezes. Queremos apenas legalizar o patrimônio que não é apenas do produtor, mas do Brasil.”
Ela afirmou que o novo Código Florestal Brasileiro deve ser votado ainda este mês na Câmara. De acordo com a senadora, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), havia assumido o compromisso com a bancada ruralista de colocar o substitutivo de Aldo Rebelo em votação no mês passado, mas, devido à pauta da Casa estar trancada por medidas provisórias, isso ocorrerá este mês.
Caravanas de todo o país desembarcam nesta terça-feira (5) em Brasília para participar de mobilização pela aprovação do novo Código Florestal, em discussão no Congresso Nacional.
Promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária e pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, o movimento reúne diversos produtores. O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, Marcio Lopes de Freitas, defende a necessidade urgente de votação do projeto. No dia 11 de junho de 2011 termina o prazo estabelecido para que os proprietários rurais averbem suas reservas legais.
O novo Código Florestal será discutido em audiência pública, marcada para as 14h, na Comissão de Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional. Foram convidados, entre outros, o relator do projeto, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Fonte: Agência Brasil
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