terça-feira, 1 de março de 2011

Atropelamento em Porto Alegre, #NãoFoiAcidente

Difícil deixar passar em branco a ocorrência em Porto Alegre no último fim de semana. Como de costume em todo fim de mês, o grupo local do Massa Crítica se reuniu para mais uma bicicletada, com o objetivo de chamar atenção dos cidadãos para uso racional do carro e questionar a real necessidade de adquirir um motor para substituir as próprias pernas. Foi quando de repente apareceu um motorista que em alguns segundos, acelerou e atropelou parte do bando que envolvia desde crianças até senhoras.
Depois de três dias de sumiço, o motorista reapareceu, identificado como um funcionário do Banco Central, alegando que foi tudo “legítima defesa”, contra ameaça dos ciclistas, mas mesmo que fosse, não existem justificativas para um atropelamento tão brutal.
O caso, é claro, ganhou enorme repercussão pela internet, com a tag #NaoFoiAcidente entre os trending topics no Brasil. Muitos, porém ainda defendem a reação do motorista. Deixe aqui a sua contribuição e conte-nos a sua opinião!
Abaixo, o vídeo do ocorrido!

*Cuidado, Imagens fortes!




By Blog Ambientebrasil

Plantando sementes pela vida

Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. 
Todos os dias ele pegava o ônibus e viajava cinqüenta minutos até o trabalho.
À tardinha fazia a mesma coisa voltando para a casa.
No ponto seguinte ao que homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar na janela.
Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus.
Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa. 
Certa vez o homem sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:
- Bom tarde, desculpe a curiosidade, mas o que a senhora esta jogando pela janela?
- Boa tarde, respondeu a velhinha. 
- Jogo sementes.
- Sementes? Sementes de que?
- De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia. 
E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho... Imagine como seria bom. 
- Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos... A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada?
- Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar. 
- Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água...
- Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer . 
Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu "trabalho".
O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio "caduca".
O tempo passou...
Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto, olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias... A paisagem estava colorida, linda.
O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.
- A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado.
O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. "Quem diria, as flores brotaram mesmo", pensou. "Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? 
A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda".
Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança.
No banco da frente, um garotinho apontava pela janela entusiasmado: 
- Olha, mãe, que lindo, quanta flor pela estrada... Como se chamam aquelas azuis?
Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas.
No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso...

(Desconheço o Autor)
(Caso você saiba o nome do autor,  por favor, me envie por e-mail para que eu possa dar o devido crédito)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Brasil é o novo membro do Painel de Sustentabilidade Global da ONU

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, aceitou o convite feito há alguns dias pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, para compor o Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global. Além do Brasil, Barbados também passa a integrar o painel, com o primeiro-ministro Freundel Stuart.
O convite foi aceito durante o Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, que começou ontem em Nairobi, no Quênia. Izabella vai aproveitar a viagem e participar da próxima reunião do colegiado do Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global, que vai ocorrer nos próximos dias 24 e 25, na Cidade do Cabo, na África do Sul. 
Criado em agosto de 2010, o painel é focado na discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável. Ele reúne personalidades renomadas mundialmente para formular um novo projeto de desenvolvimento para o Planeta. 
Reconhecendo que as alterações climáticas, a escassez de água, a perda da biodiversidade, a destruição de ecossistemas e as mudanças nos padrões demográficos e de consumo exigem novas abordagens para garantir o alcance dos Objetivos do Milênio, o painel pretende explorar abordagens para a construção de uma economia ‘verde’, de baixo carbono, capaz de erradicar a pobreza e garantir vida digna para todos.


Fonte: Blog Verde - De olho nesta tal de sustentabilidade
Enviada por Liana Melo

sábado, 1 de janeiro de 2011

Os desafios ambientais da presidente Dilma

A relação do tema meio ambiente com o governo Lula/Dilma parece a mesma que temos com um sapato novo. Ele é bonito, as pessoas gostam de te ver com ele, mas ainda aperta um pouco o seu pé e parece ser um objeto estranho no armário. A rigor, esse metafórico calçado ambiental só entrou na estante do governo em 2009. Até então, apesar dos esforços da ex-ministra Marina Silva, que foi a primeira a ser escolhida no primeiro mandato de Lula, muito pouca coisa aconteceu. Tanto que, desgastada com as sucessivas brigas internas, Marina deixou o ministério e o partido.
Foi em 2009, um pouco antes da COP-15, em Copenhague, que o governo mudou radicalmente a sua posição em relação ao tema. De coadjuvante nas questões climáticas mundiais, passou a figurar entre os principais atores. Chegando a ser o primeiro país em desenvolvimento a apresentar uma proposta clara, transformada agora em lei, para reduzir as suas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Até então, o Brasil fazia coro à China e à Índia no discurso equivocado de que não tinha nada a ver com o aquecimento global e que isso era um problema dos países ricos. Uma tese parcialmente verdadeira, mas que pouco contribuía para a solução do problema. 
De lá prá cá, reduzimos drasticamente o desmatamento na Amazônia, ajudamos a aprovar um bom acordo sobre biodiversidade em Nagoya, temos uma boa lei de resíduos sólidos e continuamos avançando em vários pequenos temas. Mas o sapato continua machucando o calcanhar e parecendo estranho. Quando o Incra decide desapropriar uma fazenda que estava preservando a floresta Amazônica para fins de reforma agrária, o governo fica mudo. Quando a Petrobras, maior empresa brasileira, decide ficar fora de um índice de eficiência de carbono que reúne quase todas as grandes empresas do país, o governo não reage.
É a velha e equivocada dúvida que paralisa governos e empresas em várias partes do mundo. Devo investir no resultado econômico, me preocupar com as questões sociais ou com a preservação ambiental? É preciso investir nos três igualmente. Nenhum projeto será economicamente viável, no tempo, se não for socialmente e ambientalmente responsável. E essa talvez seja a questão de fundo do governo Dilma que começa hoje. Como levar o Brasil para uma economia de baixo carbono, a economia do século 21, sem prejudicar o crescimento e sem esquecer do social?
Chegou a hora de tirar o meio ambiente do cercadinho em que viveu até hoje. A questão ambiental não pode ser um problema exclusivo da ministra Isabella Teixeira ou do Ibama. Tem que estar na cabeça e nas prioridades de todos os outros ministérios. Não porque eles são legais e querem salvar as plantinhas e os bichinhos, mas porque é fundamental para o país. É fundamental para transformar o Brasil numa das cinco grandes potências mundiais nos próximos 10 anos.
Para isso, o novo Código Florestal não pode colocar em campos opostos a agricultura e o meio ambiente. Precisamos de um projeto que seja bom para os dois, bem discutido e o mais próximo possível do consenso. Não podemos explorar o pré-Sal sem ter uma boa solução sobre o que fazer com as enormes emissões que CO2 que essa exploração vai provocar. E, apesar dele, não podemos parar de investir fortemente em energia limpa. Precisamos cumprir a lei de resíduos sólidos e acabar, antes da Copa do Mundo, com todos os lixões que envergonham o nosso país. E precisamos, sobretudo, aprender a usar e a explorar sustentavelmente, toda a riqueza da biodiversidade que existe na Amazônia. Sem destruir a floresta, é claro, mas plantando cada vez mais árvores para colher mais divisas.

By Blog Eco Verde
Por Agostinho Vieira

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Aquecimento Global: Causas, Conseqüências e Possibilidades

A Terra enfrenta hoje uma situação sem precedentes em sua história evolutiva. É o chamado Aquecimento Global, um aumento da temperatura do planeta provocado por atividades humanas. Este processo decorre da intensificação do Efeito Estufa, um fenômeno natural que mantém a temperatura do planeta dentro de níveis adequados á vida. Tal situação, ameaça à sobrevivência de muitos seres vivos, inclusive a civilização humana.
No fenômeno natural de Efeito Estufa, alguns gases presentes na atmosfera retêm parte do calor que a Terra reflete, evitando que este escape para o espaço. Se este processo não ocorresse, a temperatura do planeta seria, em média, 30oC mais baixa e apresentaria bruscas variações entre o dia e a noite, dificultando a vida que conhecemos no planeta.
Nos últimos 150 anos, porém, este processo tem se intensificado devido à queima de combustíveis fósseis e às mudanças no uso da terra e da água. Cerca de 99% da atmosfera atual é formada por moléculas de nitrogênio e de oxigênio, e a parcela restante inclui vários gases simples ou compostos.
Entre estes, chamados de gases traço, os mais conhecidos são o gás carbônico, o vapor d’água, o metano, o óxido nitroso, os clorofluorcarbonetos e o ozônio. Há evidências de que o aumento significativo nas concentrações destes gases traço está alterando a temperatura do planeta.
Para entender o problema e auxiliar no desenvolvimento de estratégias eficazes para reduzir os impactos deste aumento de concentração, os cientistas de todo o mundo empenham-se em identificar as principais fontes de gases-estufa emitidas pelo homem e compreender os mecanismos de absorção e emissão destes gases. A queima de combustíveis fósseis é a principal fonte e vem, principalmente, dos países desenvolvidos.
Entretanto, as mudanças no uso da terra e água, que normalmente estão associadas à destruição de florestas nativas para a agricultura, criação de gado e construção de grandes hidrelétricas e áreas florestadas, são atividades responsáveis por cerca de 30 % das emissões de gases de efeito estufa pelo homem, sendo o Brasil o principal responsável seguido de perto por outros países em desenvolvimento, como a Indonésia. 
        As florestas tropicais são responsáveis por parte do seqüestro de carbono da atmosfera. Anualmente, a floresta Amazônica madura absorve uma quantidade de carbono equivalente à cerca de metade da emissão mundial de gases por carros. Entretanto, desde 1990, a cobertura florestal tropical tem diminuído mais de sete milhões de hectares por ano no mundo.
Estas florestas são de suma importância, pois, absorvem boa parte do carbono que se acumula na atmosfera e que é o principal agente das mudanças climáticas. Assim, tanto a proteção das florestas originais quanto o reflorestamento de áreas devastadas tropicais são essenciais.
As pessoas têm de ter consciência de que a floresta não é somente um estoque de madeira para o consumo ou um espaço de terra disponível para agricultura e pecuária, mas uma das principais formas de manter o nosso planeta saudável.
Alexandre Kemenes
Pesquisador da Embrapa Meio-Norte       
alexandre.kemenes@cpamn.embrapa.br